Devido aos altíssimos índices de violência e criminalidade enfrentados por todos nós em tempos atuais, violência essa que grassa mulheres, crianças, adolescentes, idosos e até mesmo os animais, vivemos um “salve-se quem puder”, um verdadeiro “Deus nos acuda!”. Parece-nos que os recursos humanos existentes mostram-se impotentes na contenção dessa desenfreada onda de violência e criminalidade em nosso meio.
A família, considerada a célula manter da sociedade tem sofrido com o fomento dessa violência em todos os matizes de sua manifestação, quer direta ou indiretamente, tem sido a maior vitima dessa tendência incontida de agressões as mais diversas contra o gênero humano.
Com a degradação da família o estado, com seus poderes públicos inerentes, passa a sofrer os reflexos e se enfraquece na medida em que nenhuma política publica é adotada visando a arrefecer ou a minimizar o problema a ser enfrentado.
A igreja, também co-responsável, por outro lado, como extensão da própria família, aguarda que o Estado tome a iniciativa e assuma as rédeas de toda essa problemática e enquanto isso o cidadão de bem, pai de família, que sai pela manhã a fim de granjear o pão cotidiano, fica á mercê da ação da bandidagem, das milícias e até mesmo do crime organizado.
Atualmente a família tem sido vilipendiada na sua estrutura básica que é composta pelos filhos, por uma forma de violência denominada abuso sexual, e que comumente se traduz por pedofilia, nas suas mais variadas formas, quando praticada contra crianças e adolescentes.
O mais estarrecedor é quando constatamos que essa pratica monstruosa tem se verificado com maior intensidade no seio da própria família. Espera-se que seja no âmbito da família o local favorável onde a criança encontrará todo amor e carinho desejáveis, uma atmosfera propícia de cuidados e proteção necessárias ao seu desenvolvimento integrado, que mais tarde entregará à sociedade um adulto equilibrado e com uma estrutura de personalidade ajustada aos parâmetros sociais.
O estado, a igreja e a sociedade têm que se mobilizar com extrema urgência, pois do contrário estaremos a cada dia formando novos “serial-killers” travestidos de pedófilos. Portanto, continuemos, pois, combatendo esse mal que tanto te assolado e denegrido a família cristã.
Convocamos todos a nos unir-mos no intuito de abolir esse mal que ataca a sociedade vitimizando-a ao ponto de gerar transtornos muitas vezes irreparáveis, que a ciência por si só é incapaz de apagar as cicatrizes advindas dessa moléstia. Sem alternativa, resta-nos clamar aos céus à espera de um verdadeiro milagre.
Por
Especialista em Segurança pública-SENASP/MJ
Coordenador geral - FEGEMSP/PE
Vice-presidente-FENASP/PE